BBPuC9KÉ comum que as pessoas digam que, em comparação com as demais cidades italianas, Milão é mais urbana e tem menos atrações turísticas. Isso faz com que alguns viajantes a tirem por completo do roteiro ou então reservem apenas um dia para conhecê-la. Na dúvida, decidi ir para lá tirar minhas próprias conclusões – e acabei me apaixonando!

A capital da Lombardia pode perder no quesito charme, mas não deixa de ter um centro histórico bonito e bem conservado, que se combina com estabelecimentos comerciais que parecem ser todos lojas-conceito. E também chama atenção por ser um dos lugares mais estruturados e organizados da Itália, com uma rede de metrô considerável.

Meu veredito é: vá, nem que seja só por um dia. É fácil chegar na cidade de trem e o aeroporto recebe voos diretos do Brasil, de forma que Milão pode ser o ponto de partida ou de término da sua viagem pela Itália. Para que você aproveite o tempo ao máximo, elaborei o seguinte roteiro a pé:

Duomo

Ainda de manhãzinha, pegue a linha amarela do metrô e desça na estação Duomo. A primeira (e também a maior) surpresa do dia estará logo ao final da escada rolante: você vai dar de cara com a imponente catedral gótica, que levou quatro séculos para ser construída e é a terceira maior igreja da Europa. O ideal é ir direto para a fila desse monumento, para conhecer o interior, sua área arqueológica e o terraço. Só então siga para o museu ao lado, que é mais vazio.

Galleria Vittorio Emanuelle

Olhando para a catedral, a entrada da Galleria Vittorio Emanuele estará logo na sua esquerda. Ali ficam diversas marcas de luxo, todas indicadas por placas pretas com letras douradas. Mas repare também nos mosaicos no chão, que representam os signos do zodíaco, e procure pelo de touro: a superstição manda girar os calcanhares na genital do bicho para ter sorte.

Teatro alla Scala

Depois de atravessar a Galleria Vittorio Emanuele, você se verá diante de uma praça. No lado esquerdo fica o Teatro alla Scala, com uma fachada bastante modesta em comparação a outras atrações da cidade. Mas não se engane: o luxo está no interior, então compre o ingresso para visitar o museu, que dá direito a espiar um dos camarotes. Isso, claro, se você não puder assistir uma ópera ou um balé ali.

Castello Sforzesco

Agora chegou a hora de caminhar um pouquinho. Vá apreciando as ruas Giuseppe Verdí e dell’Orso enquanto anda por uns 15 minutos até o Castello Sforzesco, que pertenceu à família Sforza. A sua visita ali pode ser rápida ou bastante demorada. Hoje em dia, a fortaleza guarda diferentes museus e percorrer a propriedade significa passar por exposições de arte, de objetos egípcios, de móveis, de instrumentos musicais… É bem interessante, mas, se preferir ficar ao ar livre, vá conhecer o Parco Sempione e o Arco della Pace, que ficam nos fundos do castelo.

Pinacoteca di Brera

Mais arte estará à sua espera na Pinacoteca di Brera, a oito minutos de caminhada. A exposição é organizada cronologicamente e tem obras de Tintoretto, Rafael, Piero della Francesca e Caravaggio, mas as temáticas são majoritariamente religiosas.

Já no fim do dia, faça outra caminhada de 15 minutos até a Corso Como. Um pouco antes de chegar, você verá uma loja do Eataly e, logo em seguida, a Porta Garibaldi. Essa é a entrada para a charmosa rua para pedestres Corso Como, com lojinhas nas laterais e mesas no meio. Um destaque é a moderninha e diferentona 10 Corso Como, loja com artigos de design. Ao final da via, dá para dar uma espiadinha na Milão moderna, com arranha-céus de vidros espelhados.

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