aprendizado a pessoas com deficiência (PCD) por meio de um local com mobilidade e com a disponibilização de conteúdos interativos. Por isso, e com o objetivo de integrar o CSS com esse público, são oferecidas visitas guiadas a instituições voltadas a PCD para que elas possam vivenciar as práticas sustentáveis.

Para aprenderem, os visitantes devem tocar nas maquetes do prédio e das casa xinguanas táteis para poderem compreender como é a forma do edifício do CSS e qual foi a inspiração para a construção dele. O prédio tem o formato ogival e foi desenvolvido com base na cultura e casas indígenas dos povos do Xingu, mais especificamente do Yawalapiti, que são considerados exemplares em termos de arquitetura bioclimática.

Além disso, o CSS possui dez estações interativas que abordam diversos temas: resíduos, água, energia, consumo e etc., que fazem parte das visitas guiadas para PCD, onde eles entendem mais sobre sustentabilidade. Para o contribuir com o deslocamento, todo o prédio têm adaptações de mobilidade para acolher esse perfil de público, desde a entrada e por dentro do CSS com o piso tátil (que são faixas em alto-relevo no chão para auxiliar na locomoção) que levam as pessoas até as maquetes táteis e para os outros espaços.

Uma das últimas visitas no CSS foi do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT), com 31 pessoas, entre elas, com baixa visão, cegueira total e monitores, que auxiliaram na locomoção dos deficientes. Para a coordenadora pedagógica do ICEMAT Suely Gonçalves de Araújo Silva, parabenizou o Sebrae MT pela iniciativa de adotar ações e ter o compromisso da inclusão. “A visita ao Centro foi de grande relevância para os alunos do Instituto, principalmente por ser um ambiente adaptado para recebê-los”, ressalta Suely.

Para o analista técnico do CSS Elton Menezes Ribeiro, que acompanhou a visita, a participação de PCD é importante, não só para a inclusão deles, mas para a sua conscientização. “Temos que mostrar para a sociedade que todos nós estamos inseridos, que nós temos essa preocupação com o meio ambiente, o cuidado com o consumo, todo mundo consome. Então, que seja deficiente visual, que seja deficiente físico, ele é um ser humano, ele consome e ele precisa ser consciente, ele tem futuras gerações para se preocupar”, destaca Ribeiro.

Uma das participantes foi a Adrieli Dominic Moreira que adorou a visita. “Gostei muito, nunca tinha vindo aqui. Por meio do toque nas maquetes pude aprender e ter um conhecimento a mais sobre o consumo e como o prédio se mantem sem gastar muita energia”, disse Adrieli. Hoje, o ICEMAT atende 150 pessoas, com faixa etária de 6 meses a 85 anos.

As instituições interessadas em realizar a visita guiada podem entrar em contato pelo site http://sustentabilidade.sebrae.com.br/sites/Sustentabilidade no “Fale conosco” e preencher o formulário. O Centro Sebrae de Sustentabilidade está localizado na Rua Cinco, 144, no Centro Político Administrativo e o seu horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

Conhecimento e inovação com sabedoria indígena

O projeto arquitetônico do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS) é de autoria de José Afonso Botura Portocarrero, arquiteto, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Doutor em habitações indígenas brasileiras. O processo de construção incluiu a participação de mulheres, reaproveitamento de resíduos (madeiras, pedras, etc.) e o projeto se adaptou ao terreno em declive, evitando a terraplanagem e preservando a vegetação nativa.

Entre as vantagens e benefícios do projeto, destacam-se: conforto térmico; utilização máxima da iluminação natural; cobertura em duas cascas, que possibilita o resfriamento interno do prédio e a captação de água da chuva, que é filtrada e armazenada para uso na irrigação do jardim, lavagem de piso e banheiros. Concreto aparente, estruturas de aço e vidros compõem a estrutura do prédio.

Breezes flexíveis permitem o controle da iluminação natural do interior do edifício. A temperatura é sempre cinco graus a menos, no mínimo, do que o ambiente externo. Luminárias solares irradiam a luz natural no interior do prédio, por meio de cilindros de espelhos.

Há, também, uma instalação de vermicompostagem, que recebe resíduos orgânicos da lanchonete e da poda de árvores e plantas. O jardim do CSS é integrado por espécies dos biomas presentes em Mato Grosso: Cerrado, Pantanal e Amazônia.

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