Todo mundo sabe que preparar as refeições em casa tem vantagens como o cuidado com o preparo, a adição de um tempero especial que a gente gosta e a economia no orçamento do mês. No entanto, a agenda apertada ou o corpo cansado impedem que muita gente coloque os pés na cozinha. Por isso, vale criar estratégias para cozinhar o mínimo possível e unir comida caseira com praticidade. A chef Luana Hernandez, parceira da marca Smart, lista algumas dicas para preparar porções extras e conservá-las com sabor fresco por mais tempo, reduzindo a frequência na cozinha. Confira:

Verduras, legumes e temperos

Tirar um dia da semana para comprar e higienizar todos os alimentos que vêm da terra. Deixar de molho verduras em bastante líquido. Eles absorvem mais água e duram frescos por mais tempo no refrigerador. Retirar o excesso de água das folhas em uma centrifuga de saladas e os vegetais mais consistentes com pano de prato ou papel toalha. Guardar as folhas em recipientes de plástico com divisórias de papel toalha e incluir o tempero apenas na hora de consumir as saladas; Legumes e outros vegetais mais consistentes podem ser cortados e armazenados em pequenos potes. Isso facilita o mise en place quando for necessário preparar uma omelete ou um refogado rápido ao longo da semana; Temperos desidratados têm duração prolongada. Incluí-los no início do cozimento para que possam aromatizar por completo os pratos. Condimentos como cebola ou alho podem ser conservados no refrigerador já cortados e amassados.

Grãos, raízes e outros acompanhamentos

Deixar as leguminosas como feijão, lentilhas e grão-de-bico de remolho de um dia para o outro. Trocar a água algumas vezes nesse período. Além de facilitar o cozimento, esse procedimento libera antinutrientes dos grãos. Dispensar a última água do remolho e cozinhar com uma nova água sem temperos. Escorrer o caldo daqueles que serão parte de saladas frias; deixar os demais menos cozidos para temperar no dia do consumo com refogados de alho, cebola, leite de coco e outros temperos de preferência, sem perder o ponto do grão. Raízes como batatas, mandioca e abobrinha podem ser cozidas e conservadas sem umidade na geladeira, já que o congelamento modifica a textura das raízes, alterando também o sabor. Se a ideia for conservar no freezer, é recomendado fazer purês ou caldos. Arroz e massas são alimentos mais rápidos no preparo. O segredo é ter temperos picados a mão para o cozimento. Envolver as massas em um fio de azeite para que mantenham a soltura no reaquecimento. Algumas leguminosas funcionam bem ao serem congeladas cruas, já higienizadas e picadas como a flor do brócolis, cenoura, inhame, mandioquinha, mandioca e outros.

Carnes, frango e peixes

Preparos com molhos e caldos são mais recomendados visando reaquecimento. Pratos como strogonoff, picadinho, frango ao molho curry ou xadrez, escondidinho de carne seca, filé de peixe assado em papelotes ou moqueca são pratos saborosos, que podem permanecer na geladeira ou no freezer por mais tempo; No entanto, é preciso redobrar a atenção para não salgar em demasia o alimento que vai para o freezer, pois esse sabor pode se acentuar; É importante saber que não se deve descongelar e recongelar os alimentos. Conservá-los em potes de tamanhos que possam ser utilizados de uma vez só; Ter em mente o planejamento das refeições para que os alimentos congelados prontos e/ou cozidos possam ser retirados na noite anterior do freezer e descongelar na geladeira, por exemplo, mantendo as texturas; É recomendado fazer o pré-preparo com a duração de uma semana no máximo. Assim, os pratos não são esquecidos na geladeira ou correm o risco de estragar.

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