Marina Ruy Barbosa usou as redes sociais para combater a rivalidade feminina e explicou seu ponto de vista sobre sorororidade no Dia Internacional da Mulher, neste domingo (08). Em texto, a ruiva iniciou admitindo já ter tido atitudes machistas e até julgado outras mulheres: “Confesso que quando eu era mais nova, não tinha consciência da responsabilidade e o que é ser mulher, principalmente em um país onde a cultura do patriarcado ainda é forte. É um processo de desconstrução e leva tempo. Tento buscar cada vez mais o autoconhecimento. evoluir como ser humano, como mulher, como cidadã, como profissional… “.

No texto, Marina Ruy Barbosa diz acreditar que a disposição em ouvir e se transformar é o ideal para dar um fim na rivalidade. “Quantas vezes a gente não passou pra frente uma fofoca leviana sobre uma mulher? Quantas vezes a gente não comentou com outra amiga e ‘alfinetou’ sobre o corpo de outra? Procurando defeito? Quantas vezes a gente não julgou algum comportamento de outra mulher? Rotulamos? Porque é tão difícil desconstruir essa ideia de que somos inimigas?”, indagou ela, alvo de críticas por look usado no Carnaval.

Para Marina Ruy Barbosa, praticar a sororidade não é se tornar amiga de todas as mulheres, mas apoiar se necessário. “Somos criadas e ensinadas a enxergar a outra como rival. Seja no trabalho, em relação ao seu namorado/marido) e muitas vezes vemos uma mulher como ameaça. E isso só atrapalha tudo. Gera desunião e dificulta a sororidade. Dificulta termos um olhar verdadeiramente empático. A mídia promove isso, fazendo comparações, incentivando a competição. E a vida não tem uma linha de chegada. Ninguém está correndo contra a outra. Temos, sim, que praticar, mas não seletiva. Por favor”, continuou.

Marina Ruy Barbosa, que tem preferência por homens mais velhos, listou casos cometidos contra mulheres e força a importância da união entre as mulheres viva. “Não aponte o dedo. A gente nunca sabe as angústias e as dores de cada uma. Seis mulheres morrem a cada hora em todo o mundo vítimas de feminicídio. Sete mulheres são estupradas no Brasil a cada hora. Mais de 500 mulheres são agredidas por hora no Brasil. A cada segundo uma mulher sofre assédio no Brasil. Num mundo tão selvagem precisamos nos apoiar, ajudar a levantar outras mulheres e promover conquistas. Juntas somos muito mais fortes”, concluiu.

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